Entre la digitalización y el pensamiento crítico: un análisis de las políticas educativas angoleñas a la luz de Edgar Morin
DOI:
https://doi.org/10.54580/R0801.09Palabras clave:
TIC, Pensamiento Complejo, Políticas Educativas, Angola, Alfabetización DigitalResumen
Este artículo analiza críticamente las políticas de integración de las Tecnologías de la Información y la Comunicación (TIC) en el sistema educativo angoleño, a la luz de la Teoría del Pensamiento Complejo de Edgar Morin y de la pedagogía crítica. Basado en un paradigma interpretativo de carácter cualitativo, el estudio utiliza el análisis documental como método principal, considerando instrumentos estratégicos como el Plan de Desarrollo Nacional (2023–2027), el Libro Blanco de las TIC, el Proyecto de Aceleración Digital de Angola (PADA) y programas de inclusión digital como Meu Kamba, ProFuturo, E-Net y Kamba Dyami. Los resultados evidencian la existencia de una paradoja estructural: aunque se observan avances significativos en infraestructura y conectividad, persiste una brecha epistemológica en la integración pedagógica de las TIC, marcada por un enfoque predominantemente tecnocéntrico e instrumental. Las políticas públicas priorizan indicadores cuantitativos de acceso en detrimento del desarrollo del pensamiento crítico, la autonomía cognitiva y la integración del conocimiento. Se concluye que la digitalización educativa en Angola corre el riesgo de limitarse a una “modernización superficial” si no va acompañada de una reforma del pensamiento que valore la complejidad, la contextualización y la formación docente crítica. El estudio propone una reconfiguración de las políticas educativas hacia un uso transformador de la tecnología que promueva la emancipación intelectual, la ciudadanía digital y el desarrollo sostenible.
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