Mapeamento de inovação nas práticas curriculares dos professores: narrativas de estudantes do ensino médio

Palavras-chave: Professor, Práticas curriculares, Inovação

Resumo

inovação curricular proporciona novos modos de pensar e actuar para melhorar a forma de ensinar e ampliar as possibilidades de aprender. Este artigo visa mapear a inovação nas práticas curriculares dos professores, a partir das narrativas de estudantes concluintes do ensino médio de duas instituições secundárias do município de Benguela-Angola. Para isso, faremos uma incursão teórica sobre práticas curriculares, autonomia e o papel do professor na gestão elástica e inovadora do currículo para a melhoria das aprendizagens. Metodologicamente tratou-se de um estudo assente no paradigma qualitativo, com recurso a análise documental e pesquisa bibliográfica, tendo os dados sido recolhidos por meio de um inquérito por entrevista, respondido por dois grupos focais compostos por 13 alunos. Para subsidiar a análise das narrativas dos sujeitos, utilizou-se a técnica de análise temática através da categorização temática, baseada nas orientações de Bardin. Os principais resultados demonstram que na realidade embora se reconheçam casos excepcionais de professores que, por iniciativa e ousadia próprias, procuram adoptar novas formas de organizar e gerir o currículo, as narrativas dos sujeitos permitem concluir que é ainda pouco significativo o número de professores que desenvolve práticas curriculares com rasgos de inovação, condicionando uma participação activa e proactiva dos alunos e sua consequente peregrinação para o alcance do reino da qualidade educativa.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia Autor

António Luís Julião, Universidade Katyavala Bwila

Graduado em Psicologia. Especialização em Desenvolvimento Curricular e Inovação Educativa. Desenvolve investigações em matérias curriculares. É  Coordenador pedagógico de uma instituição escolar. É Subdirector Administrativo da Associação dos Psicólogos de Benguela. É Palestrante e prelector. Publicou um livro sobre Currículo escolar Angola, em  em 2019 e é autor de vários artigos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais. É avaliador regular da Revista Interface. Está filiado à Universidade Katyavala Bwila-Angola.

Referências

ANGOLA. Decreto-Lei n.º 17/16, de 7 de Outubro alterada pela Lei n.º 32/20, de 12 de Agosto. Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino. Luanda: Imprensa Nacional.

ANGOLA. Decreto presidencial nº 160/18, de 3 de Julho de 2018. Estatuto dos agentes de educação. Luanda: Imprensa Nacional.

ANGOLA. Decreto-Lei nº 276/19, de 6 de Setembro de 2019. Regime Jurídico do Subsistema de Ensino Geral. Luanda: Imprensa Nacional.

BARDIN, L. (2009). Análise de Conteúdo. Tradução de Luís A. R. A. Pinheiro. Lisboa: Edições 70.

BOGDAN, R. B., e BIKLEN, S. (1994). Investigação Qualitativa em Educação. Porto: Porto Editora.

CERVO, A. L., e Bervian, P. A. (2005). Metodologia Científica. 5ª Ed. São Paulo: Prentice Hall.

COUTINHO, C. (2011). Paradigmas, Metodologias e Métodos de Investigação. Lisboa: Almedina.

CARBONELL, J. (2002). A aventura de inovar: a mudança na escola. Tradução Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed.

FULLAN, M. (1993). Change forces. Probing the depths of educational reform. Londres: FalmerPress.

FLORES, M. A. (2000). Currículo, formação e desenvolvimento profissional. In J. A. Pacheco (Org.) Políticas de integração curricular (pp.147-165). Porto: Porto Editora.

GIMENO SACRISTÁN, J.; PÉREZ GÓ¬MEZ, A. (2011). Educar por competências: o que há de novo? São Paulo, Artmed.

JULIÃO, A.L. (2020a). Professores, Tecnologias Educativas e COVID-19: Realidades e Desafios em Angola. RAC: Revista Angolana de Ciências, 2, (2), pp. 1-25.

JULIÃO, A. L. (2020b). Apartheid curricular nas práticas e processos escolares em Angola: uma reflexão crítica. In R. F. Honorato & E. S. Santos (orgs.). Políticas curriculares (inter)nacionais e seus (trans)bordamentos (pp. 79-102). Rio de Janeiro: Editora Ayvu.

JULIÃO, A. L. (2019). Compreensão do Currículo escolar em Angola: Realidades, tendências e desafios rumo à qualidade educativa. Alemanha: Novas Edições Académicas.

LA TORRE, S. (1994). Innovación, Curricular, Proceso, Estratégias y Evaluación. Madrid: Dickinson.

MARCONI, M., e LAKATOS, E. (2009). Técnicas de pesquisa (7ª Ed.). São Paulo: Editora Atlas.

MORGADO, J.C. (2004). Manuais Escolares: contributo para uma análise. Porto: Porto Editora

MASETTO, M. T. (2004). Inovação na Educação Superior. Revista Interface-Comunicação, Saúde Educação, 8, (14), 197-202.

PACHECO, J. A. (2001). Currículo: Teoria e Práxis (3ª Ed.). Portugal: Porto Editora.

PIZZOL, S.J.S. (2004). Combinação de grupos focais e análise discriminante: Um método para tipificação de sistemas de produção agropecuária. Rev. Econ. Social. Rural, Brasília, 42, (3), 451-468.

ROLDÃO, M. (1999). Os Professores e a Gestão do Currículo. Porto: Porto Editora.

SEBARROJA, J. C. (2001). A aventura de Inovar: A mudança na escola. Porto: Porto Editora.

Publicado
2021-12-11
Como Citar
Julião, A. L. (2021). Mapeamento de inovação nas práticas curriculares dos professores: narrativas de estudantes do ensino médio. RAC: Revista Angolana De Ciências, 3(2), 390-410. https://doi.org/10.54580/R0302.07
Secção
Artigos